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Lisboa revista pelos nossos Caminheiros

 

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Contra todas as previsões meterológicas e geofísicas os Caminheiros foram ao encontro do vértice tempestuoso. Destino: conquistar as colinas de Lisboa sem pinga de água.
Saíram do Entroncamento no comboio das 7.40h debaixo de um céu encoberto e com alegria natural estampada no rosto. Apresentações feitas e com duas caras novas lá seguiram a viagem até á capital.
Já em Lisboa, 9.15h, o S. Pedro brindou os andantes com um tempo encoberto mas ameno que oscilou entre 17º e 19º e o vento se despertou mais tarde. Começaram a subir Alfama os casacos passaram para a cintura e as camisolas para as mochilas. A progressão era lenta pois desde os monumentos imponentes aos becos travessas e escadas tudo era de regalar o olho.
Varandas floridas, janelas coloridas, casas vazias, arcos e corrimões historias de engates, de amor e de guerra. Portas de todos os tamanhos e feitios com gente só, que espreita para ouvir várias línguas que passam pela calçada acima calçada a baixo.
Uma panóplia de sentimentos com a paisagem a perder de vista no Miradouro de Sta. Luzia. Aqui sim era visível a quantidade de turistas “Filipinos” admiradores de CR9.
Os caminheiros decididos e já suados chegam ao Castelo de S. Jorge em apoteose. Lojas típicas com recordações, ruas com nomes fortemente ligadas ao cristianismo enfim um mundo superior.
Todos estavam maravilhados incluindo a mais jovem participante de 12 anos. Chuva nem vela. Momento alto foi umas lições de Segway a dois caminheiros que proporcionaram grande euforia e boa disposição. Mais umas subíeis aos Moradores da Graça e Senhora do Monte, com a lindíssima vista de Lisboa ocidental de quase 180º. Aqui sim o vento já se fazia sentir com alguma intensidade, aproveitaram para consumir alguns alimentos básicos.
Iniciaram então uma descida por escadas e ruelas a pique que os levaram até ao Intendente com todas as suas características sociais. Lado mais sujo mais marginal mas que não deixa de ser um local de encontros errantes de outro tipo de caminhantes.
Mais umas voltas mais umas fotos, já estavam com elas, as ginjas a boa ginjinha do Largo de São Domingos. Um momento de lazer singular partilhado por estas cruzadas do Clac.
“A ordem vinha de cima, o cerco era no Carmo.” Todos seguiram o guia pela praça do D. Pedro IV, rua dos Sapateiros, Santa Justa, Chiado e enfim Carmo. Largo do Carmo onde a historia se escreveu nas paredes e a força dos cravos prevaleceram.
Não foi esquecida a visita ao ascensor de Sta. Justa e o seu varandim com vista para toda a baixa Pombalina.
Mais um miradouro, mais um jardim e estavam no Bairro Alto calmo e sonolento naquela manha de domingo. Os caminheiros ocupavam toda a largura da Rua da Rosa com destino ao Miradouro de Sta. Catarina para ver o Tejo com todo o seu esplendor.
Ao fundo a Ponte Sobre o Tejo e o Cristo Rei, já com uma neblina de mudança de tempo que viria para breve.
O almoço que podemos dizer “de Natal” foi servido ás 13.30h num típico restaurante local junto ao elevador da Bica. A ementa era variada mas saiu mais o peixe e as maçãs assadas o vinho e um cafezinho. Houve tempo para pequenas conversas e trocas de impressões e alguns etcs…
Todos juntos, dentro do ascensor desceram até recearem uma queda livre, experiencia radical, hem?
Finalmente estavam ao nível do mar, rua de São Paulo, passearam pela Ribeira, Cais do Sodré, foram á exposição sobre a Republica nos Paços do Concelho. A caminhada estava num ritmo calmo com a barriguita cheia. Passaram pala Casa dos Bicos em direcção a Santa Apolónia.
O comboio esperava-os 16.18h, todos estavam satisfeitos e a viagem foi divertidíssima e rápida com a chegada ao Entroncamento ás 17.45h.
Assim o São Pedro abriu as portas do céu e começou a chover em Lisboa.

Agradecimentos a todos os participantes e especialmente ao S. Pedro que esteve bem.

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