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OS VETERANOS PORTUGUESES NO CAMPEONATO DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO NA ESTÓNIA

OS VETERANOS PORTUGUESES

NO CAMPEONATO DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO NA ESTÓNIA

Entre os 3790 participantes nas diversas provas do WMOC’ 2016 – o Campeonato do Mundo de Orientação para Veteranos que se disputou na Estónia, de 5 a 14 de agosto – estiveram 9 portugueses: Carlos Fortunato (Ori-Estarreja), João Pedro Valente (CPOC), José Bolrão (COC) e José Fontoura (CPOC) no escalão H50; António Matias (CLAC) no escalão H55; Escada da Costa (COALA) e Vítor Rodrigues (CPOC) em H60; Maria de São João (CLAC) em D60 e José Pires (CPOC) que participou nas provas abertas.

A competição compreendia uma prova de classificação de sprint e a final, ambas realizadas na cidade de Tallinn, e duas provas de classificação e a final de distância longa que tiveram lugar em florestas do norte da Estónia, a mais de 50 quilómetros da capital do país onde se situava o centro do evento.

Para os orientistas portugueses as maiores dificuldades colocaram-se nas provas de distância longa, desde logo porque as distâncias eram, de facto, verdadeiramente longas e por se tratar de florestas muito diferentes das que estamos habituados a percorrer em Portugal. Boa parte do chão que pisamos está coberta por uma espécie de musgo que esconde quantidades de água mais ou menos abundantes que lhe ficam por baixo. Ao percorrê-lo, tanto podemos molhar apenas os pés até à canela, nas zonas cartografadas como marsh, como enterrarmo-nos por ele adentro, até ao joelho ou mesmo mais, nas zonas de lodo cartografadas como bog. E depois há os lagos propriamente ditos que, evidentemente, têm de ser evitados. O aspeto geral do mapa é azul, muito azul, exigindo uma navegação cuidadosa e tomadas de decisão acertadas em devido tempo. Como é fácil de ver, os quase 900 finlandeses, os mais de 500 suecos e os quase 400 noruegueses que disputaram as provas de floresta partiram com enorme vantagem relativamente aos portugueses porque, para além de praticarem a modalidade há muitíssimo mais tempo, estão familiarizados com o terreno e com a cartografia, tirando vantagem deles onde os nossos encontram dificuldades.

Mesmo assim, a participação dos veteranos portugueses foi digna e registou até alguns resultados apreciáveis: destaque especial merece João Pedro Valente que se classificou para as finais A em ambas as competições, conquistando um excelente 8.º lugar no sprint e o 32.º na distância longa. Carlos Fortunato e José Bolrão classificaram-se em ambas as provas para a final B, José Fontoura, António Matias e Vítor Rodrigues disputaram a final B de sprint e Maria de São João a final B de distância longa. Apenas Escada da Costa, com problemas físicos evidentes, se quedou por lugares mais modestos. Mais informação e imagens do Campeonato do Mundo de Orientação para Veteranos’ 2016 estão disponíveis em http://wmoc2016.ee.

Desta experiência de participação num Campeonato do Mundo, disputado em condições tão pouco familiares, fica a semana de convívio entre nós e com colegas orientistas de outros países e a experiência e a motivação que um acontecimento desta envergadura sempre proporciona.

 

António Matias

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